quarta-feira, 26 de junho de 2013

Bergson


Introdução:
            Se quisermos estabelecer uma conexão entre este trabalho sobre Bergson e nosso texto o deus de Spinoza, devemos fazer alguns apontamentos introdutórios para não alongarmos demais o discurso; embora sejam textos isolados, a leitura de ambos a partir da compreensão desta breve introdução permitirá a intuição intelectual fundamental e única que se presenta na diversidade de (trans)figurações do pensamento nas palavras conceituais e nas imagens de pensamento dos diferentes pensadores.
Primeira intuição: a ciência opera somente representações simbólicas e conceitos cristalizados através de cálculos de sombras particulares relativizadas e comparadas entre si, as quais ocultam o absoluto (duração pura) na espacialização do tempo, que se degrada na matéria; portanto, é preciso uma simpatia do sujeito com o mundo objetivo (uma unificação do páthos do homem com o ente em si) mediante uma intuição do absoluto, para alcançarmos a intelecção do tempo qualitativo, a duração pura, que a inteligência procura calcular espacialmente nas formas cristalizadas de um tempo espacializado, tempo tornado quantitativo. Mas a duração é uma realidade concreta que escapa à inteligência quantificadora (à vontade de poder que quer imprimir ao devir o caráter de ser). A duração é o devir mesmo da vida e da consciência, cuja existência depende da rememoração de suas percepções passadas, de modo a reinventá-las a cada instante para adaptar-se ao presente. Esse devir autocriativo da vida é perpassado por uma força propulsora de seu movimento, o elã vital. Em seu devir evolutivo, a vida se torna complexa e atinge o instinto, no animal, e a intuição no homem (bem como a inteligência representadora que quantifica e espacializa o tempo). A intuição é o próprio instinto consciente de si e de seu vir a ser criador.
Segunda intuição: essa simpatia da consciência com o absoluto mediante uma intuição da duração equivale a um amor intelectuallis dei (amor intelectual a Deus), na medida em que esse deus seja pensado como ente infinito; a substância de Spinoza. Essa substância é causa sui, causa de si mesma e ente cuja essência envolve a existência, cuja possibilidade envolve a realidade, cujo conceber (pensar) envolve o ser (existir, estar-aí). Os atributos da substância constituem sua essência infinita; dois atributos nos quais (pensamento e extensão) ocorrem modificações que se diferenciam e se individuam em efeitos produzidos na substância: alma e corpo, assim possibilitando o vir a existir de um ente finito tal como o homem. O conhecimento do homem acerca da essência de deus ou da substância se dá adequadamente enquanto é possível ao homem conhecer os atributos da substância, nos quais nossa alma e nosso corpo constituem respectivamente uma modificação, a saber: a primeira, modificação do pensamento, e o segundo, da extensão. Tal conhecimento permite uma intelecção da essência eterna e infinita da substância (Deus), e o amor por tal intelecção constitui aquela simpatia com o ente em si mesmo que Bergson denomina intuição do absoluto como tempo. É possível, assim, chegar a entender que e como da necessidade absoluta em sua liberdade onipotente (deus, vida, substância, absoluto, tempo puro...) nasce uma contingência finita que perece no retorno do absoluto à sua atividade produtora (que nunca sai de si e nunca cessa no produzir da natureza naturada que nasce e morre como movimento do retorno a si repousante do único ato de gerar que se autoconsuma e se autoconsome como natureza naturante)  
Terceira intuição: essa simpatia, esse amor intelectuallis dei é um amor fati. E assim como Spinoza (e Bergson), Nietzsche não vê oposição entre a liberdade da vontade, que se individua no homem (conforme Schopenhauer), e a necessidade que se expressa na matéria e na objetividade do mundo natural ao qual devemos, como seres vivos, nos adaptar e que devemos utilizar como meio de nossa sobrevivência através do trabalho e da transformação do ambiente hostil da natureza em ambiente favorável na constituição de uma cultura (Hegel e Marx; trabalho como produção do espírito no evolver histórico mediante a dialética do senhor e do escravo; produção material da sociedade mediante exploração do homem pelo homem no conflito entre a classe social exploradora e a explorada nas relações de propriedade e nos modos de produção que evolvem segundo as leis do materialismo histórico-dialético). A necessidade e a liberdade são um só na potência infinita da substância una em si mesma, esta como fonte inesgotável de modificações e individuações, Deus como causa de si e unidade entre natureza naturante e natureza naturada. Assim, o amor intelectual a deus opera o máximo de alegria e de afirmação do poder da vida como esforço por perseverar em seu ser (conatus), de tal maneira que a intelecção ou concepção do ser (essência) da vida como vontade de poder se plenifica mediante uma intuição produzida afetivamente no corpo e figurada, na imaginação, pelo pensamento-imagem da existência efetiva do todo, a saber, como eterno retorno (devir criador da vida, que negado resulta em morte e niilismo, e afirmado prolifera infinitas possibilidades de fecundação e germinação de vida). Ao páthos do amor fati corresponde tal junção de conceito e realidade do conceito (unidade lógico-ontológica) da vida que se compreende vontade de poder e se afirma no eterno retorno. Com isso, pensamos que os trabalhos sobre Bergson e Spinoza apresentem uma conexão interna, se compreendidos a partir desta breve introdução.   
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O estudo da matéria dispõe o objeto em vista da medida e do cálculo. O estudo do espírito, a despeito do estabelecimento de relações e comparações, pretende “simpatizar-se” com a realidade. Ambos, porém, devem associar-se mutuamente; o primeiro trata do tempo espacializado e do espaço mesmo, enquanto o segundo trata da duração real, tempo puro não espacializado. Assim, Bergson procede a uma distinção entre ciência e metafísica, admitindo-se ainda uma filosofia ou metafísica da ciência imanente à ciência e inspiradora da constituição do conhecimento científico.
Segundo Bergson, há duas maneiras de conhecer: uma que se detém no relativo, e outra que se detém no absoluto. O conhecimento do relativo procede por meio de simbolizações e estabelecimento de eixos e referenciais sistematicamente conceituados, tomando o objeto como exterior ao espírito e representado por este através de símbolos. O conhecimento do absoluto insere o espírito no interior do objeto ao modo de uma simpatia, na qual se atribuem estados de ânimo ao objeto, de modo que este não seja apreendido de fora, mas nele mesmo como absoluto, e não como em relação ao ponto de vista de um sujeito e seus referenciais, externos ao objeto, mensurados através de símbolos. O absoluto não pode ser mensurado e calculado, mas pode ser intuído, sentido de dentro dele, vivido nele mesmo.
Bergson denomina intuição essa simpatia que transporta o espírito para dentro da essência única e inexprimível do ente em si mesmo. Diferentemente, a análise de um objeto procura explicar ou exprimir algo em função de outro, ou seja, em função de uma relação ou referência a outro que ele não é. Desse modo, o processo analítico se desenvolve ao infinito em sucessivos pontos de vista estabelecidos ao entorno do objeto na iludida tentativa de abarcá-lo em seu todo e traduzi-lo em símbolos e representações cristalizadas em conceitos intelectuais; este é o caso das ciências positivas e, em certa medida, da tradição filosófica, ainda que Bergson considere a metafísica como intuição do absoluto, visto que ambas, ciência e filosofia, esquecem-se da intuição original que fornece imediatamente o objeto para flutuarem em meio às simbolizações e representações intelectuais dos conceitos gerados da análise do cálculo das relações entre os pontos de referência que circundam o objeto, de fora, sem simpatizarem com sua essência interna.
A realidade primeira que se apreende de dentro, intuitivamente, é o eu mesmo que flui através do tempo, o eu que dura. O eu põe as posteriores percepções advindas de lembranças das primeiras percepções do mundo material sobre estas, como se fossem solidificações de superfície em um movimento de tendência das percepções a agruparem-se em objetos, de modo que formas definidas se configurem e se diferenciem tanto mais do sujeito quanto mais se individuam e se diferenciam umas em relação às outras.
Assim, as formas se cristalizam em superfícies de espacialização do tempo, mas o tempo mesmo (o eu que dura) permanece na pura mobilidade do escoamento sucessivo dos estados psíquicos que se prolongam uns nos outros. E isso de tal modo que a consciência é memória, uma vez que o passado cresce incessantemente incorporando cada instante presente que devém, que advém, passando. Esse passar é a constância do devir, a duração pura da qual se exclui qualquer possibilidade de justaposição ou exterioridade correlativa entre objetos extensos. A duração pode ser sugerida em imagens, como a do elástico em sua pura ação de mover-se na tensão da ex-tensão in-tensamente continuada, sem tomar qualquer ponto dessa extensão localizado como referência a outro ponto local, o puro movimento sem descontinuidades em que a extensão (extrusão/exteriorização) do passar do tempo não se difere da intensão (intrusão/interiorização) do puro pensamento, intuição/absoluto ou, o que dá no mesmo, uma substância única infinita que se diversifica em infinitos atributos, dois dos quais podemos conhecer, uma vez que somos modificações que ocorrem neles (e não modificações deles), a saber, o pensamento e a extensão.  
A duração não pode ser representada em conceitos, porque a representação por conceitos estabelece semelhanças entre partes (pontos) de um todo, de modo que a semelhança (como propriedade do objeto em relação e comparação a outro) poderia justapor-se a outra semelhança em uma composição de partes de um todo, do todo do objeto, segundo a qual se acreditaria recompor a totalidade do objeto na obtenção de sua representação conceitual como equivalente intelectual do ente em si mesmo. Com isso, acredita-se formalizar uma representação da duração através de uma imbricação de categorias conceituais tais como: unidade, multiplicidade, continuidade, divisibilidade finita ou infinita etc. Todavia, acerca da duração pura só se pode conceber sua unidade múltipla, partindo-se das categorias de unidade e multiplicidade, de tal maneira que o conceito de uma representação do objeto é um mero sombreamento do corpo do objeto como tal.
A realidade do objeto se divide, assim, em uma multiplicidade de expressões simbólicas que são os diferentes sistemas de pensamento, os quais giram em torno da realidade, abarcando-a e ocultando-a pelas sombras da representação conceitual, sem nunca chegar à intuição, ao absoluto, à duração. A propósito, ao falar da representação conceitual como “sombra” de um corpo, Bergson parece detectar aquilo que Derridá denomina “fenômeno da espectralidade” do pensamento, a escamoteação fenomenológica da aparência do inaparente.   A análise e a síntese, a decomposição do todo em partes e a recomposição das partes em um todo se processa mediante o símbolo, e não a própria coisa. Desse modo, para Bergson, racionalistas e empiristas confundem ciência e metafísica, análise entre notações parciais (tomadas por partes reais) e a intuição. A ciência procede da intuição original, negando-a por não encontrá-la na tradução simbólica; porém, a intuição fornece o objeto para a inteligência analítica, que processa uma multiplicação infinita dos pontos de vista acerca do objeto e opera, na tentativa de recompor todos os pontos de vista em um todo unificado, a impossibilidade de uma síntese do todo do objeto na representação conceitual (sombra do corpo).
“Mas transportar este modus operandi para a filosofia, ir (...) dos conceitos à coisa, utilizar, para o conhecimento desinteressado de um objeto que pretendemos desta vez atingir em si mesmo, uma maneira de conhecer que inspira um interesse determinado e que consiste, por definição, em um ponto de vista acerca do objeto, tomado exteriormente, é dar as costas ao objeto visado, é condenar a filosofia a um eterno conflito entre as escolas, é instalar a contradição no próprio coração do objeto e do método. Ou não há filosofia possível e todo conhecimento das coisas é um conhecimento prático orientado pelas vantagens que podemos tirar delas, ou a filosofia consiste em se colocar no próprio objeto por um esforço de intuição.”[1]
            Bergson, porém, não pode furtar-se a admitir que nossa inteligência esteja apegada a pensar as coisas exteriores, por conseguinte a matéria, uma vez que a própria faculdade de compreender não passa de um anexo da faculdade de agir, e isso conforme necessidade de adaptação da vida e da consciência mesma dos seres vivos corporais às condições nas quais precisam subsistir. Por isso, nossa inteligência procede segundo uma lógica de solidificação que se mantém, no âmbito da geometria, junto à matéria inerte, embora isso não nos permita pensar a vida no seu movimento de evolução criadora, permeada pelo elã vital.  
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            Há muitos caminhos para pensar o homem filosoficamente, assim constituindo uma antropologia filosófica. A questão específica sobre o homem será colocada em função da vida, em cuja evolução um ente tal como o homem se insere. A vida, por sua vez, será pensada a partir da questão do tempo puro, da duração, somente a partir da qual todo ente é possível como individuação que se projeta em diversificações de graus da duração; a vida é pensada por Bergson, em nível originário, como elã vital. Em vez de colocar-se o homem no centro da investigação antropológica, buscar-se-á uma reflexão antropológica em meio à questão mais abrangente acerca da vida, da natureza e da individuação até chegar-se à constituição de um indivíduo (vivente) específico, o humano. No entanto, é da vida psicológica, como certeza primeira, que Bergson inicia seus argumentos.
            A problemática levantada por Bergson gira em torno da separação dos mistos na forma de um dualismo entre uma multiplicidade quantitativa e outra qualitativa. Esse dualismo, porém, trata de uma coisa só; é um monismo. A existência é, primordialmente, percebida como experiência interna dos estados psicológicos, a vida psíquica. Fala-se de diferenciação, mas a duração abarca tudo até o máximo de seu afastamento na matéria, na espacialização do tempo. E a vida é originada, entre o tempo puro e a sua espacialização gradativamente diferenciadora na matéria, por um impulso criador que se torna mais complexo até chegar ao instinto no animal, e à intuição no homem, somente em cuja manifestação o instinto toma consciência de seu devir criador.
            Há graus da duração diferentes por natureza: o grau mais elevado é o tempo puro, o mais baixo é a matéria ou o espaço. Cada ente tem, vivo ou não, sua própria duração. A deterioração da matéria indica que a duração do ente chegou ao término, mas a duração enquanto tal e sua diferenciação gradativa continuam sem interrupção. Cada duração de cada ente corresponde a um grau da duração pura. A duração qualifica o tempo sob o modo da multiplicidade qualitativa, que se difere em uma diversidade de graus da própria duração. O tempo espacializado é um recorte que se faz na duração (tempo puro) em instantes de tempo calculáveis (horas, minutos, segundos, meses) e corresponde ao modo da multiplicidade quantitativa (espaço).
            Bergson percebe isso através das passagens dos estados psicológicos. Na verdade, as passagens de um estado a outro são um contínuo passar que constitui a vida psicológica. Não há esta fragmentação, espacialização do tempo, de estados separados que se sucedem um ao outro. A mudança acontece sempre continuamente. O movimento contínuo da mudança, o estar mudando sem rupturas descontínuas em estados isolados é um passar que sempre aumenta, na mente, o próprio passado; este está em constante aumento na medida em que a duração contínua do tempo se movimenta como mudança que repousa em si mesma, tempo puro. A memória e o eu não são substanciais, e sim o próprio tempo que constitui a vida psíquica. O amadurecimento dessa vida em vivência se desenrola como uma autocriação constante, indefinida.
            Todavia, o mesmo não se passa com um objeto material, pois este é visto como não atingido pelo tempo, como pura espacialidade e numericamente determinado como simultaneidades que ocorrem em um tempo abstrato, calculável e espacializado. Segundo Bergson, a matéria tende a constituir sistemas isoláveis passíveis de tratamento geométrico, mas essa tendência é levada a cabo pela ciência somente com o intuito de comodidade para a pesquisa científica. Os contornos, as linhas e as superfícies que configuram a individualidade do objeto são efeitos da ação humana em um ponto do espaço, refletidos em nossa visão, criando a ilusão da materialidade ou espacialidade do objeto. A supressão dessa ação que isola limites e contornos em pontos espaciais reabsorveria a individualidade do objeto na realidade suprema da pura interação universal.
               Após tratar do objeto material em geral, Bergson passará a refletir sobre um tipo de corpo específico, esse cujos órgãos sensoriais traçam um corte isolador na realidade, projetando sobre a matéria o desenho de suas ações virtuais (p.13); trata-se do corpo vivo. E aqui Bergson inicia uma longa crítica expositiva dos tratamentos dados pelas ciências biológicas à evolução dos organismos vivos, criticando as concepções mecanicistas e finalistas.
A respeito da vida, Bergson considera-a assim como ao conjunto do universo e a cada ser consciente, do mesmo modo como considerou, no início do texto, a vida psíquica. A vida é sua duração, prolongação do passado inteiro no presente. O cálculo pode exercer seu domínio sobre alguns dos fenômenos da destruição dos organismos, mas nunca sobre a evolução da vida em sua criação orgânica. Bergson chama nossa atenção para o fato de a matemática operar sobre um mundo que morre e renasce a todo instante, o mesmo mundo que Descartes pensava quando falou de criação continuada (p.24). Mas ela é incapaz de operar sobre uma representação do traço constitutivo da vida, a evolução criadora que se faz pela continuidade do passado no presente, o contínuo passar do tempo puro, o repousar em si do movimento em que mudança e estado são o mesmo, a duração.      
Em geral, critica-se o mecanicismo por explicar a vida mediante sistemas artificialmente destacados do todo, considerando o porvir e o passado como entidades calculáveis em função do presente, de modo a pretender que o todo já esteja aí como dado para a ação de calcular. O finalismo radical, por sua vez, é criticado pela pretensão de submeter tudo a um programa predelineado que deve ser cumprido, não admitindo, assim, que haja criação de novas formas na evolução dos seres. Em ambos os casos, o tempo é inutilizado e esquecido. A pretensão de Bergson é exaltar o tempo puro como realidade em si mesma, a duração contínua que se diferencia em graus até perder-se no espaço, na matéria. A vida é duração, e o homem será compreendido sob esta determinação na medida em que é um ser vivo.
            Importa-nos somente, em meio a isso, reconhecer que o elã (impulso) vital é pensado como tempo (duração) e que sua individuação também compreende a matéria (contração do tempo). O elã se diferencia na multiplicidade de seres vivos, no processo pelo qual a vida se torna mais complexa, individuando-se, através da geração de cada espécie. Segundo Bergson, a evolução da vida não se explica pelos modelos finalistas e mecanicistas das ciências. A formação da vida não é somente fisico-química e não é um processo previsível e isolável matematicamente. A continuidade perene configura a formação e evolução da vida como um processo criativo que nunca se repete no tempo, visto que este é real e puro ao nível do elã vital.
O elã vital é o impulso criador da vida até o instinto animal atingir consciência de si e de seu devir criador na intuição humana. É aqui que entra em cena o homem visto filosoficamente, pois a filosofia, como metafísica, é possível somente pela intuição, segundo Bergson, da evolução criadora.   
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BIBLIOGRAFIA:
BERGSON, Henri. Introdução à metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
_____________. A evolução criadora; capítulo I: Da evolução da vida. Mecanismo e Finalidade. São Paulo: Martins Fontes.
____________. O Pensamento e o Movente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
____________. A Energia Espiritual. São Paulo: Martins Fontes, 2009.




                      

  

                    
             
           






[1] Bergson, Henri. Introdução à metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1979. (p. 24-25).

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